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Rumo a Tijuana
 


Ânsia por mudança

Pessoal, foi mal. Deu um problema na hora de "postar" e as mensagens saíram repetidas e ainda com problemas de configuração do teclado. Agora, acredito eu, está ok. Lá vai o post:

Menos de 50% — mais precisamente 43% — dos eleitores inscritos compareceram para votar na seção da Escola de Artes e Design de Nova Iorque, segundo informação do jornal "Comunidade News". Alguns eleitores decidiram o seu candidato na hora "H", outros acompanharam a plataforma dos candidatos pela mídia, a fim de fazer a melhor decisão. Votando pela primeira vez ou não, todos vieram cumprir a obrigação de cidadão brasileiro. Nas palavras do jornal, há uma "grande ânsia por mudanças no Brasil", uma expectativa vivida por todos que emigram. O tempo chuvoso e, por incrível que pareça, a desinformação foram alguns dos obstáculos enfrentados pelos brasileiros que queriam, mas não sabiam se poderiam ou como votar, estando nos Estados Unidos.

Dos 12.657 eleitores cadastrados, compareceram somente 5.448. O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) teve o maior número de votos, 2.556, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 1.676 votos. Heloisa Helena (PSOL) recebeu 595 votos. Cristovam Buarque (PDT) ficou com 212 votos. Ana Maria Teixeira Rangel (PRP) teve 80 votos. Rui Costa Pimenta (PCO) ganhou 19 votos. Luciano Caldas Bivar (PSL) teve 16 votos, e o último lugar ficou com José Maria Emael (PSDC) com 9 votos.

Para o segundo turno, o cônsul geral José Alfredo Graça Lima espera maior participação, até porque os brasileiros estão acreditando mais no trabalho do Consulado.

É isso aí. Como diz a propaganda: "Vota, Brasil!"



Escrito por Ney Santana às 09h08
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Sonho que pode virar pesadelo

Valadarense querendo emigrar para os Estados Unidos não é novidade, mas há algumas situações que deixam a gente perplexo. O caso das empresas especializadas em enviar pessoas para trabalhar na terra do Tio é um exemplo. Na edição passada do jornal "The Immigrant", em matéria assinada pelo jornalista Fábio Monteiro, aparece uma abordagem interessante sobre o assunto.

Um valadarense, inclusive morador no bairro São Pedro, acusa uma empresa de ter lhe prejudicado, ao não conseguir o prometido visto no consulado. Ele alega que gastou R$ 7.500 — fora as despesas com viagem ao consulado — com a empresa para ter o visto. Só que, após idas-e-vindas a São Paulo, nada do documento sair.

Chateado, o homem, que está desempregado (aliás, não dá pra entender: o cara está desempregado, sem dinheiro e ainda quer emigrar?!), acusa a empresa de não ter cumprido com a promessa. Agora quer ressarcimento não só do dinheiro investido, mas também do tempo e da imagem, que ficou, segundo ele, desgastada com a situação.

Já a empresa se defende, alegando que apenas cerca de metade da quantia pode ser ressarcida. A outra metade seria para o pagamento de despesas com a documentação para a tentativa do visto. Ou seja: caberá à Justiça decidir quem está com a razão.

Agora, um pitaco meu: parece que as pessoas, no desespero de tentarem entrar nos Estados Unidos, estão esquecendo que há impecilhos para isso. Que a cada dia aperta o cerco à emigração, principalmente com os problemas de terrorismo. E mais: o visto, mesmo o de trabalho, está cada dia mais difícil (este ano, ao que parece, nem na loteria do Green Card o Brasil estará). Não seria melhor, ao invés de embarcar num sonho desses, investir esse dinheiro em algum negócio por aqui mesmo?



Escrito por Ney Santana às 16h16
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Já o outro caso é relativo à onda de arrombamentos que tem assustado os moradores de Danbury, cidade do estado de Connecticut. Como diria por essas bandas, os "amigos do alheio" estão invadindo as casas com "sol quente" e levando o que vêm pela frente. Aproveitam-se, é claro, do fato dos brasileiros saírem para o trabalho - as jornadas são superiores a 14 horas diárias - e "limpam" as casas.

Um brasileiro deu um depoimento que assusta: além das economias que ele guardava, os ladrões levaram jóias, celular e até documentos - lembrando que o passaporte brasileiro é um dos mais cobiçados no mundo, já que, devido à miscigenação, qualquer tipo, em teoria, passa-se por brasileiro.

O problema se agrava, pois, na maioria dos casos, as vítimas evitam a polícia, em virtude de estarem ilegais no país. Assim, os bandidos ficam à vontade para agir.

Como se vê, vida de imigrante não é brincadeira, não!...



Escrito por Ney Santana às 10h21
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Desculpe pelo atraso, gente, mas vai lá um post novinho em folha.

Esta semana dois assuntos relativos à comunidade brasuca me chamou a atenção. O primeiro, infelizmente, é com respeito às leis antiimigração, que cada vez estão sendo rigorosas nos Estados Unidos.

Conta o Jornal "Comunidade News" que dois valadarenses, Luciano Barbosa e Euzeli - esta não teve o sobrenome identificado - foram presos pela polícia de imigração, após terem entrado pela fronteira com o México.

Na realidade, sabemos que o caso dos dois não é isolado. Acontece quase todos os dias, principalmente após o advento do 11 de setembro, mas o que preocupa é o verdadeiro terror que a imigração vem impondo à comunidade brasileira, e valadarense em particular. Não usei a palavra errada não, o clima é de terror mesmo.

O medo da deportação - afinal, boa parte dos que lá estão ainda não conseguiram os seus objetivos, pois, se tivessem conseguido, já estariam de volta - faz com que os indocumentados se privem de condições básicas para o ser humano ser feliz, como o lazer, por exemplo.

Uma brasileira, identificada na matéria apenas como Joilma, dá um depoimento que expõe a atual situação da comunidade brasileira: "Primeiro, tinha o problema das drogas. Agora é a imigração. Não tenho tranqüilidade". E, além dela, os familiares, que estão no Brasil, também ficam de "cabeça quente": "Nosso telefone não parou depois disso".

E você, o que acha da situação?



Escrito por Ney Santana às 10h15
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Na hora do voto

Antes que alguém venha comentar sobre isso, já vou antecipando que sei que há um blog (o da Mariana: Eleições 2006) especializado no assunto, mas entendo que quanto mais informação melhor. Ainda mais que, nesta época de eleições, uma das preocupações dos brasileiros no exterior é quanto ao procedimento para votar. No exterior, eleitor não precisa comparecer ao Consulado do Brasil mais próximo para justificar ausência. Isso pode ser tudo feito pelo correio mesmo.

O Consulado-Geral do Brasil em Miami, assim como as demais Repartições Consulares brasileiras espalhadas pelo mundo inteiro, receberam do Cartório Eleitoral do Exterior/ZZ instruções sobre o voto do eleitor residente no exterior, na eleição presidencial (Resolução TSE 22.155/2006), incluindo procedimentos para justificativa, e sobre os atos preparatórios para as eleições gerais de 2006 (Resolução TSE nº 22.154/2006).

As Zonas Eleitorais do exterior terão somente as mesas receptoras de votos, uma vez que a coleta de justificativa no exterior terá um procedimento diverso daquele que será efetuado em território nacional. Não haverá mesa de justificativa de votos nas Embaixadas e Repartições Consulares, que orientarão os eleitores a encaminhar seus requerimentos diretamente ao juiz responsável pelo Cartório do município brasileiro onde está cadastrado.

O TRE-DF disponibilizará em sua página na internet um modelo de requerimento de justificativa de ausência às urnas no qual os eleitores que estiverem em trânsito no exterior poderão imprimir e enviar pelo correio endereçado ao Juiz Eleitoral responsável pelo Cartório onde está cadastrado. O endereço de cada cartório eleitoral poderá ser obtido na página eletrônica do TRE do estado ou no Tribunal Superior Eleitoral (www.tse.gov.br)

Quanto ao eleitor que tem sua inscrição no exterior (isto é, cadastrado como eleitor no exterior, cidadão brasileiro que compareceu na Embaixada ou Repartição Consular anteriormente e cumpriu com todas as exigências para votar no exterior) e que por algum motivo não pode comparecer ao local de votação, deverá encaminhar pelo correio ou solicitar que a Embaixada ou Repartição Consular encaminhe o requerimento ao Cartório eleitoral do exterior/ZZ.

Esses procedimentos deverão ser providenciados após o dia da eleição. É importante lembrar que o requerimento de justificativa deve conter o número do título, nome completo do eleitor e cópia dos comprovantes do motivo alegado pela falta às mesas receptoras de votos.

Fonte: TSE



Escrito por Ney Santana às 22h10
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A dura volta pra casa

Engraçado que, antes de emigrar para os Estados Unidos, nunca se pára para pensar que um dia a pessoa vai voltar. É sempre a empolgação de estar atrás do "Eldorado". Ninguém planeja, por exemplo, a volta, o retorno. O jornal "The Immigrant" traz, na edição desta quinzena, uma reportagem interessante sobre o assunto, assinada por Liliane Pólvora. Estou transcrevendo abaixo um trecho de um depoimento dado por um entrevistado a ela, que considero fundamental para ilustrar o despreparo do imigrante para retornar à pátria amada. Vejam:

"Antônio Carlos Alves, de 42 anos, morou nos Estados Unidos entre julho de 2003 e abril de 2005, trabalhando na carpintaria e no landscaping. Polícial Civil em Colatina, Espírito Santo, ele pediu licença do trabalho para tentar a vida na América por dois anos e, assim, poder dar uma vida melhor para a família. Hoje ele se diz arrependido, pois acha que deveria ter ficado mais um tempo na América, e conta que nos dois primeiros meses no Brasil só pensava em retornar para os Estados Unidos.

—Eu me julgava preparado para voltar, tanto que antecipei a passagem duas vezes, mas confesso que levei um choque quando cheguei ao Brasil.

Alves explica que no início comparações entre os dois países eram inevitáveis, porém, com a ajuda da mulher, foi se conscientizando da sua nova realidade.

—O início é maravilhoso, mas depois vamos percebendo que construímos um padrão de vida no Brasil enquanto morávamos nos EUA que não podemos mais sustentar.

Antônio explica que antes de ir para a América, não tinha internet, canal a cabo e carro e, quando retornou, percebeu que não conseguiria manter isso com o salário que recebe como cabo da Polícia Militar.

—Em oito meses vendi o carro para cortar gastos e se pudesse voltar no tempo ficaria mais nos EUA para adquirir mais algumas coisas."

E o caso dele não é isolado. Aliás, é mais comum do que se pensa. Diante desse quadro, não seria uma boa se as entidades classistas da cidade, como CDL, ACGV e Sindicom, ou mesmo órgãos responsáveis pela formação ou especialização de mão-de-obra, como Senac, Sesiminas e Sesc, se preocupassem em disponibilizar mecanismos de reintrodução desse imigrante no mercado valadarense? O que vocês acham?



Escrito por Ney Santana às 21h44
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Se derrubar é pênalti

Gente, não deu pra fugir à tentação. O primeiro post tinha de trazer algo ligado ao futebol. Mas não vai ser sempre assim. Não esperem o "Ney do Esporte" - não que esse tema não possa ser comentado aqui -, mas o "gancho" do blog é colaborar de alguma forma (seja através de notícias ou de textos diversos, seja através de fotos ou outros recursos visuais) para a integração com os nossos irmãos "brasucas".
É isso aí. Esse é só o primeiro contato.
Rumo a Tijuana está no ar



Escrito por Ney Santana às 17h28
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